"Veja bem
O poeta não quer ir mais além
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"Você sabe que procura algo
Mas sente que está se afastando
Ele costuma estar por perto
Mas você não sabe porque e quando
Você quer acreditar
Nas mãos do anjo
Seus olhos estavam ardendo
Seu raciocínio era lento
Uma voz que te chamava
Sobre o silencioso vento
E você ouvia
Você ouvia
Você queria alcançar
Você queria escapar
A mistura do branco e preto
Era o bastante para brilhar
Você sentia, sentia, sentia
O toque do seu medo
Sobre a face do segredo
Suas mãos estavam amarradas
E seus dedos sobre a faca
A consciência já pesava
Seu coração, você sentia
Que batia, batia, batia
Disparado
Disparado
Disparado
Disparado
Você procura uma fuga
Mas não sabe aonde vai parar
As mãos que te ajudam
Também podem te derrubar"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 15 de maio de 2001
"Minha cabeça roda
E eu não sei aonde vou parar
Meu coração desligou
Minha alma vai funcionar
Eu tenho um sentido
Que é distinto...do que sinto
Eu sei todas as fraquezas do meu inimigo
Toda vez...as luzes que se apagam
Toda vez...o espaço é o meu asfalto
Toda vez...flashes no meu rosto
Versos no meu bolso
A vida num esboço
Longe! Salve-se de mim
Eu sei o que eu posso ter
Quando eu quero ser
Onde? Não escapo mais de mim
Eu durmo para acordar
Pra inventar o meu lugar
Conquista, noite e solidão
Trilogia da apresentação
Eu acordei sem saber
Para aonde estou indo
Estou no frio, fazendo luz
Eu não estou fugindo
Eu achei você no meio da fumaça
Na lua falsa
Eu vou subir as escadas
Da sua alma
Toda vez...as luzes que se apagam
Toda vez...o espaço é o meu asfalto
Toda vez...flashes no meu rosto
Versos no meu bolso
A vida num esboço
Longe! Salve-se de mim
Eu sei o que eu posso ter
Quando eu quero ser
Onde? Não escapo mais de mim
Eu durmo para acordar
Pra inventar o meu lugar
Conquista, noite e solidão
Trilogia da apresentação
Não se preocupe mais
Eu guardei a sua mente
Num lugar
Misterioso como eu
Eu não sei perder o que é
Roubado do que é seu
Não há ficção para controlar
Toda essa situação
Não há mentira pra mostrar
A minha razão
Eu estou cansado disso tudo
Do absurdo
De tudo...do mundo
Nesse escuro, eu durmo
Eu durmo"
FISLUZ
São Paulo, 20 de dezembro de 2004.
"Apague
Apague a luz
Você não quer ver
A olho nu
Apague o amor
Mudança de planos
Eu procuro, hoje
Poderes insanos
Mostre teu medo
Mostre teu tesouro
Não há mais tempo
De pensar, tampouco
Deixe-me te apresentar
Um personagem novo
Com a alma rica
E sentido solto
Eu sei o que posso fazer
É fácil nas minhas mãos
O meu ego se despede
Da criação...da criação
Não há mais sim nem não
Sim ou não
Mostre agora
Mostre suas armas
Eu tenho palavras
Não preciso de mais nada
Eu sei o que posso fazer
É fácil nas minhas mãos
O meu ego se despede
Da criação...da criação
Não há mais sim nem não
Sim ou não
Há um silêncio
No esquecimento
Sou eu, sem me ver
Seguindo sentidos
Lendo o teu ritmo
Calor no meu frio
Da gota do teu desejo
Eu te faço um rio
Você quer me ver?
Você quer me ver
Nem sim nem não!
Todo meu ego
Todo meu ego se despede
Da criação...da criação
Sim ou não"
FISLUZ
São Paulo, 25 de novembro de 2004.
"Meu
INESPERADAMENTE