A gravidade me ensina
Sobre a queda
Do ponto de partir
O que existe hoje
É o mesmo que me resta
Não há mais pólvora a queimar
Na guerra que eu insisto
Em pertencer
Onde estar?
Metade vai cair
Enquanto a outra insiste em não sofrer
Morrer...sem enxergar
Sonho a noite inteira
Na trégua acordar
Numa faísca, o fósforo a queimar
Um passo além da fronteira
Num solo que eu errei
Todo meu afeto a conquistar
Não há mais
Porque guerrilhar
A defesa caiu
Sem me avisar
No silêncio, a paz
Pra respirar
Tudo o que eu conquistei
E não vai voltar
Nem vai ganhar
A vida sucumbe, enfim
Num novo olhar"
.... e eu nem olhei
São Paulo, 6 de maio de 2024.
Fúlvio Ferrer / Henrique Teixeira


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