
LIVRE ARBÍTRIO
"Eu não tenho mais riquezas
E com ela, o que sobrou da minha paciência
Mamãe me soltou de cara pra vida
Como meu pai, que não liga a mínima
Sem mim, sua vida não teria sentido
E eu falo como se acreditasse nisso
Palavras perderam o seu significado
Seria diferente se eu não tivesse ligado?
Eu compartilho a minha loucura
Eu faço a luz aparecer no meio da chuva
Nunca anuncie quando você não tem
Eu pago um centavo pelo que você vem dizer
Eu só queria voltar aos velhos tempos
Fechei os olhos, abri sentimentos
Todos ouviram o que eu tinha a dizer
Até os segredos que não tem nada a ver
Eu só quero um ponto final
Eu só quero te ver bem mal
Nunca tivemos muito a ver
Mas eu me rasgo, eu me supero por você
E nada?!
E juntos, nós íamos tão bem
Eu pretendi, o que é que tem?
Você perdeu para o livre arbítrio
Seria burrice ou seria destino?
Perdido de novo, sem luz nem desgosto
Na direção que vem do seu assopro
Tudo que você sentiu
E o que eu te apresentei
Muito prazer: você não vai mais ver
Eu não tenho mais o meu controle
A referência, eu nunca soube
O pensamento dissolve no primeiro gole
E eu não quero que seja diferente
Eu não vou roubar a sua inocência
Você nem vai notar a minha presença
Estranhas idéias me acompanham agora
O dia termina e não passa a hora
Eu só quero a minha indiferença
Quero de volta a minha riqueza
Eu e você nunca tivemos muito a ver
Mas eu me rasgo, eu me supero por você
E nada?!
E juntos, nós íamos tão bem
Eu pretendi, o que é que tem?
Você perdeu tudo para o livre arbítrio
Seria burrice ou seria destino?
Perdido de novo, sem luz nem desgosto
Na direção que vem do seu assopro
Tudo que você sentiu
E o que eu te apresentei
Muito prazer: você não vai mais ver"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 14 de fevereiro de 2011.

