domingo, 25 de agosto de 2024
ÁGUA VIVA
A MINHA VERSÃO DO INFINITO
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"Desligue as luzes do corredor
Antes que o sol ilumine sem sentido
Cinco e dez, mundo indolor
Incerto e esquisito
Você parece descer sem um arranhão
Como se estivesse imune a isso
Sereníssima visão
Resposta carregada no instinto
Eu não acredito mais...
Não venho aqui rasgar desejos
Procurando o que traduz perigo
A porta que só tranca por dentro
Estou preparado pelo que não sinto
Não me pergunte só o que eu tenho
Eu só carrego o meu infinito
Estrelas despencam do céu
Sem qualquer revelação
Certamente elas virão contar
O que simplesmente não tem versão
O tempo que desaparece
O inimigo que fortalece
Algo nos dá esperança
E nós não sabemos o que nos fere
A mente é uma prisão...
O meu coração está vandalizado
E ele cai em perdição
Não venho aqui rasgar desejos
Procurando o que traduz perigo
A porta que só tranca por dentro
Estou preparado pelo que não sinto
Não me pergunte só o que eu tenho
Eu só carrego o meu infinito
A música da cabeça dita o ritmo
Eu tenho sonhos estranhos
Eu eu não quero te contar
São ilusões sem planos
Nem eu sei as respostas
A partir do que eu não explico
Nem que eu queira tentar
Carrego comigo um instinto
A minha versão do infinito
Agora você vai dormir
Tão bela em sua essência
Amanhã eu já não estou aqui
Eu espero que você entenda
Eu apareço no sol da meia noite
No infinito que não está a venda
A verdade não está nos meus olhos
Eu tenho estranhos sonhos"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 31 de março de 2009.
POETISA
"Todas as dores que você leu
No prefácio do meu som
E se um dia você me venceu
No seu rastro que eu vou
Todas as nuvens dispersaram
E as sombras me deixaram
Meus olhos num sorriso
Suas letras que me falam
E toda sua presença
É estranha para pensar
E a fumaça da distância
Desaparece para desafiar
Você sabe explicar?
Como consegue comparar
No momento de te ler
E a intensidade de te falar
Um anjo bem distante
Mostra que é importante
Quando eu leio a sua beleza
Que cativa o meu instante
Um anjo que entende
A simplicidade de sentir
A poetisa se faz presente
Na paixão de existir
Você abraçou a lua
E seus lábios se fecharam
Minha noite se fez sua
E as horas me calaram
Você sabe me levar
Pela poeira a respirar
E mesmo sem me ver
Você consegue me olhar
Um anjo bem distante
Mostra que é importante
Quando eu leio a sua beleza
Que cativa o meu instante
Um anjo que entende
A simplicidade de existir
A poetisa se faz presente
Na paixão de sentir"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 19 de março de 2002.
VISÃO SUPERIOR
"Que venha
Que venha a tempestade
Que venha
O próximo obstáculo
Que venha a confusão
Que venha a porrada
Na imaginação eu construí minha estrada
Que venha
Que venha a provação
O frio da noite
O veneno do dia
Já olhei para todos os lados
E só vi mãos vazias
Eu chamo de...Visão Superior
Estou num outro nível da Visão Superior
Que venha
Que venham os ossos quebrados
Que venha
O silêncio da inspiração
Que venha o duelo
Areia no meu rosto
Que venha o esquecimento
De um pelo outro
Que venha
Que venha a negação
O ácido da chuva
A poeira do sol
Já abri os meus olhos
E não vi coração
Eu chamo de...Visão Superior
Estou num outro nível da Visão Superior
Tempo é tristeza
Do futuro pelo passado
Já estive com vidro nos olhos
O bastante para me sentir curado
Visão Superior
Visão Superior
Visão Superior
Visão Superior"
Fúlvio Ferrer
São Roque, 5 de setembro de 2006.
PRESENÇA
"Espaço estreito dentro da mente
Vazio que eu não sei
Delírios marcados na minha frente
E o sono que não vem
Censura de outra noite
E agora, a porta se abre
Numa sensação que me invade
E a sua presença transparente
Que me salva de repente
De toda minha dor
Ideias futuras que são esquecidas
Por um cansaço sem controle
Todas as vozes se encontram na rima
E num som que não se ouve
Silêncio esperado
E a tristeza que se curva
Numa vontade que nem é tua
Pura e suja
E a sua presença que me faz
Voltar um tempo atrás
E lembrar
E o amanhã
Com novas regras
Pra curar
Todas as sequelas
E o resto dos sinais
Flagrados por mim
Não são sinais normais
Mas há razão, no fim
Pois eu não esqueci a dor
E você me faz lembrar
Sua presença, eu sinto
Que vem salvar
O resto da noite"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 20 de setembro de 2005.
ESTRANHO EM NÓS
"Eu não reconheço a sua face mais
Toque do tempo
Que está vencendo
Eu não reconheço a sua face mais
Sou no espelho
Que está perdendo
Pode ser que um estranho
Invada a nossa noite
Pode ser que eu te deixe
Escolher sua defesa, hoje
Pode ser
Pode ser
Só pode ser
Eu não reconheço seus pensamentos
Incontroláveis
No seu espaço
Eu não entendo mais
Mas essa é
A parte fácil
Pode ser que um estranho
Invada a nossa noite
Pode ser que eu te deixe
Escolher sua defesa, hoje
Pode ser
Pode ser
Só pode ser
Estranho em nós
Estranho em nós
Do que aprendi com o tempo
Do que aprendi com o tempo"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 27 de agosto de 2005.
SNAKEFULLANT
"Vejo o reflexo sobre a água
Tão escuro quanto o seu olhar
Vejo a superfície da sua sombra
Num momento, eu te deixo escapar
SnakeFullant
Encontrei sua fraqueza
Não sei suplicar
SnakeFullant
Sou sua incerteza
O tempo que te dei não vai voltar
Você nunca vai saber
Como eu faço a sua sombra te ameaçar
Você nunca vai saber
Como eu faço o meu silêncio te matar
Você nunca vai saber
O dia em que seremos um só
Agora o meu tempo acabou
E o tempo que te dei não vai voltar
Vejo o movimento da fumaça
E o silêncio que vem da multidão
Outra vez não há mais farsa
Só sinto o gosto da sua sensação
SnakeFullant
Um passo por vez
Mudança de direção
SnakeFullant
Que dissolve pra sempre
Mas o pra sempre agora
Não será mais a solução
Você nunca vai saber
Como eu faço a sua sombra te cegar
Você nunca vai saber
Como eu faço o meu silêncio te aproximar
Outra vez a mesma armadilha
Que eu fiz pra te soltar
Amargo é o beijo no final do dia
E o tempo que jamais vai voltar"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 27 de agosto de 2005.
FUGA
"Você sabe que procura algo
Mas sente que está se afastando
Ele costuma estar por perto
Mas você não sabe porque e quando
Você quer acreditar
Nas mãos do anjo
Seus olhos estavam ardendo
Seu raciocínio era lento
Uma voz que te chamava
Sobre o silencioso vento
E você ouvia
Você ouvia
Você queria alcançar
Você queria escapar
A mistura do branco e preto
Era o bastante para brilhar
Você sentia, sentia, sentia
O toque do seu medo
Sobre a face do segredo
Suas mãos estavam amarradas
E seus dedos sobre a faca
A consciência já pesava
Seu coração, você sentia
Que batia, batia, batia
Disparado
Disparado
Disparado
Disparado
Você procura uma fuga
Mas não sabe aonde vai parar
As mãos que te ajudam
Também podem te derrubar"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 15 de maio de 2001
TRILOGIA DA APRESENTAÇÃO
"Minha cabeça roda
E eu não sei aonde vou parar
Meu coração desligou
Minha alma vai funcionar
Eu tenho um sentido
Que é distinto...do que sinto
Eu sei todas as fraquezas do meu inimigo
Toda vez...as luzes que se apagam
Toda vez...o espaço é o meu asfalto
Toda vez...flashes no meu rosto
Versos no meu bolso
A vida num esboço
Longe! Salve-se de mim
Eu sei o que eu posso ter
Quando eu quero ser
Onde? Não escapo mais de mim
Eu durmo para acordar
Pra inventar o meu lugar
Conquista, noite e solidão
Trilogia da apresentação
Eu acordei sem saber
Para aonde estou indo
Estou no frio, fazendo luz
Eu não estou fugindo
Eu achei você no meio da fumaça
Na lua falsa
Eu vou subir as escadas
Da sua alma
Toda vez...as luzes que se apagam
Toda vez...o espaço é o meu asfalto
Toda vez...flashes no meu rosto
Versos no meu bolso
A vida num esboço
Longe! Salve-se de mim
Eu sei o que eu posso ter
Quando eu quero ser
Onde? Não escapo mais de mim
Eu durmo para acordar
Pra inventar o meu lugar
Conquista, noite e solidão
Trilogia da apresentação
Não se preocupe mais
Eu guardei a sua mente
Num lugar
Misterioso como eu
Eu não sei perder o que é
Roubado do que é seu
Não há ficção para controlar
Toda essa situação
Não há mentira pra mostrar
A minha razão
Eu estou cansado disso tudo
Do absurdo
De tudo...do mundo
Nesse escuro, eu durmo
Eu durmo"
FISLUZ
São Paulo, 20 de dezembro de 2004.
MUITO MAIS POR MIM
"Num instante
Roubei a sua consoante
Eu tenho o universo em códigos
E eu estou sem controle
Ouvi dizer numa estranha voz
Eu sou a sua mente a sós
Agora eu tenho mais do que eu posso
E eu quero mais...
Muito mais por mim
Muito mais por mim
Muito mais por mim
Eu vim
Voz bem alta
E a vergonha está em minha volta
Todo esse barulho definitivamente
É minha droga
O silêncio está aqui dentro
Imagine só o que eu penso
Como algo que não existe
Eu percebo e logo invento
Muito mais por mim
Muito mais por mim
Muito mais por mim
Eu vim
Eu estou vivo
Agora a luz está no meu recinto
Eu forço, mas a porta está trancada
Mas não há nada perdido
Muito mais por mim
Muito mais por mim
Muito mais por mim
Eu vim"
FISLUZ
São Paulo, 30 de novembro de 2004.
FISLUZ
"Apague
Apague a luz
Você não quer ver
A olho nu
Apague o amor
Mudança de planos
Eu procuro, hoje
Poderes insanos
Mostre teu medo
Mostre teu tesouro
Não há mais tempo
De pensar, tampouco
Deixe-me te apresentar
Um personagem novo
Com a alma rica
E sentido solto
Eu sei o que posso fazer
É fácil nas minhas mãos
O meu ego se despede
Da criação...da criação
Não há mais sim nem não
Sim ou não
Mostre agora
Mostre suas armas
Eu tenho palavras
Não preciso de mais nada
Eu sei o que posso fazer
É fácil nas minhas mãos
O meu ego se despede
Da criação...da criação
Não há mais sim nem não
Sim ou não
Há um silêncio
No esquecimento
Sou eu, sem me ver
Seguindo sentidos
Lendo o teu ritmo
Calor no meu frio
Da gota do teu desejo
Eu te faço um rio
Você quer me ver?
Você quer me ver
Nem sim nem não!
Todo meu ego
Todo meu ego se despede
Da criação...da criação
Sim ou não"
FISLUZ
São Paulo, 25 de novembro de 2004.
A ÚLTIMA VEZ
"Ela sente o céu se aproximar
E acha que é melhor assim
Quanto mais você sabe
Menos você quer
Quanto mais você tem
Menos você é
Quanto mais você acha
Mais você sabe que vai perder
O espaço é todo seu
O espaço todo te fez
Entender que viveu
Ela sabe andar sobre pedras
Ela vive como se fosse a última vez
A última vez
Ela não espera salvação alguma
Parada no ponto, sentindo a sua música
Que toca pra ela
Ela não espera por alguém...ela diz nunca
O espaço é todo seu
O espaço todo te fez
Entender que viveu
Ela sabe saltar sobre fendas
Ela vive como se fosse a última vez
A última vez
Dormindo agora
Deslizando sobre sonhos
Da noite afora
O mundo dá voltas
E nós esquecemos
De voltar...
Ela vive pensando na hora seguinte
Ela paga para se esconder em algum lugar
Ela tem demais
Eu enxergo de longe
O seu chão se render...aí ela vive
O espaço é todo seu
O espaço todo te fez
Entender que viveu
Ela sabe que pode se machucar
Ela vive como se fosse a última vez"
A última vez"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 16 de julho de 2004.
JÁ SEM NOME
"Meu
Um lugar que é só
Derramado na pele
E respingado no que é
Seu
Com um mundo a sua volta
Sem janelas nem portas
Criado por você
Você pode ganhar alguns sonhos...e pecados
Você pode acreditar nos olhos...ou nos fatos
Tudo
Num tempo vencido
Pelo seu amor perdido
Já sem nome
Nós tentaremos continuar cegos
E deixar de sentir o calor de perto
Nós tentaremos continuar quietos
E sentir a alma gritar...
Do que você precisa?
O que você sente?
Quando chama o meu nome
Do que você precisa?
O que você sente?
Quando chama o meu nome
Nosso
Que nunca existiu
Que nunca se ouviu
E por isso eu insisto
Com você
Que nunca foi real
De uma mágica fatal
Na ponta dos teus dedos
Você pode ganhar alguns sonhos...e pecados
Você pode acreditar nos olhos...ou nos fatos
Perdidos
No fino azul do céu
No vermelho que se fez meu
Já sem nome
Nós tentaremos continuar cegos
E querer o errado do certo
Hey, baby, fique perto
E sinta minh alma gritar...
Do que você precisa?
O que você sente?
Quando chama o meu nome
Do que você precisa?
O que você sente?
Quando chama o meu nome"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 9 de dezembro de 2003.
MULTIPLICIDADE
"Céu limpo que brilha o azul
Você tem tudo do mundo
Cores planas
Desafio de mentes insanas
Siga a minha idéia
Sinta a queda
Mas não queira ser como eu
Pois eu me multiplico
Talvez eu saiba
Talvez eu me perca
Talvez eu brigue
Talvez eu seja
Talvez eu precise
Talvez eu queira
Talvez eu fale
Sem ter certeza...do que falar"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 26 de janeiro de 2003.
DATA
"Deite
E durma esta noite
E que os velhos sonhos
Fiquem mais fortes
Indiferente
Se voltar a trovejar
Porque o barulho
Não irá te acordar
Sonho...não deixe escapar
Sonho...para escapar
Pense
Em novas cores
Guarde o passado
E enxugue as dores
Proteja-se
Se a chuva apertar
Porque toda água
Só irá te molhar
Cores...não deixe de olhar
Cores...só para olhar
Dores...deixe guardar
Dores...para escapar
Dores...deixe estar"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 29 de maio de 2002.












