"Espaço estreito dentro da mente
Vazio que eu não sei
Delírios marcados na minha frente
E o sono que não vem
Censura de outra noite
E agora, a porta se abre
Numa sensação que me invade
E a sua presença transparente
Que me salva de repente
De toda minha dor
Ideias futuras que são esquecidas
Por um cansaço sem controle
Todas as vozes se encontram na rima
E num som que não se ouve
Silêncio esperado
E a tristeza que se curva
Numa vontade que nem é tua
Pura e suja
E a sua presença que me faz
Voltar um tempo atrás
E lembrar
E o amanhã
Com novas regras
Pra curar
Todas as sequelas
E o resto dos sinais
Flagrados por mim
Não são sinais normais
Mas há razão, no fim
Pois eu não esqueci a dor
E você me faz lembrar
Sua presença, eu sinto
Que vem salvar
O resto da noite"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 20 de setembro de 2005.

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