"Vejo o reflexo sobre a água
Tão escuro quanto o seu olhar
Vejo a superfície da sua sombra
Num momento, eu te deixo escapar
SnakeFullant
Encontrei sua fraqueza
Não sei suplicar
SnakeFullant
Sou sua incerteza
O tempo que te dei não vai voltar
Você nunca vai saber
Como eu faço a sua sombra te ameaçar
Você nunca vai saber
Como eu faço o meu silêncio te matar
Você nunca vai saber
O dia em que seremos um só
Agora o meu tempo acabou
E o tempo que te dei não vai voltar
Vejo o movimento da fumaça
E o silêncio que vem da multidão
Outra vez não há mais farsa
Só sinto o gosto da sua sensação
SnakeFullant
Um passo por vez
Mudança de direção
SnakeFullant
Que dissolve pra sempre
Mas o pra sempre agora
Não será mais a solução
Você nunca vai saber
Como eu faço a sua sombra te cegar
Você nunca vai saber
Como eu faço o meu silêncio te aproximar
Outra vez a mesma armadilha
Que eu fiz pra te soltar
Amargo é o beijo no final do dia
E o tempo que jamais vai voltar"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 27 de agosto de 2005.


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