domingo, 25 de agosto de 2024

JÁ SEM NOME

 

"Meu
Um lugar que é só
Derramado na pele
E respingado no que é
Seu
Com um mundo a sua volta
Sem janelas nem portas
Criado por você

Você pode ganhar alguns sonhos...e pecados
Você pode acreditar nos olhos...ou nos fatos

Tudo
Num tempo vencido
Pelo seu amor perdido
Já sem nome

Nós tentaremos continuar cegos
E deixar de sentir o calor de perto
Nós tentaremos continuar quietos
E sentir a alma gritar...

Do que você precisa?
O que você sente?
Quando chama o meu nome
Do que você precisa?
O que você sente?
Quando chama o meu nome

Nosso
Que nunca existiu
Que nunca se ouviu
E por isso eu insisto
Com você
Que nunca foi real
De uma mágica fatal
Na ponta dos teus dedos

Você pode ganhar alguns sonhos...e pecados
Você pode acreditar nos olhos...ou nos fatos

Perdidos
No fino azul do céu
No vermelho que se fez meu
Já sem nome

Nós tentaremos continuar cegos
E querer o errado do certo
Hey, baby, fique perto
E sinta minh alma gritar...

Do que você precisa?
O que você sente?
Quando chama o meu nome
Do que você precisa?
O que você sente?
Quando chama o meu nome"

Fúlvio Ferrer

São Paulo, 9 de dezembro de 2003.

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