
SEGREDOS
"Se eu tenho a mão no seu bolso
Eu roubo o que eu preciso
E quando você se rende à gravidade
Leva contigo o meu equilíbrio
E até que termine o dia
Eu tenho alguns segredos pra contar
Eu tenho as mãos de concreto
E veias de vidro
Eu tenho a pressa impressa
E a calma de um rio
E até que termine o dia
Eu não tenho o que sentir mais
"-Meu bem...você tem que entender
Que eu não tenho nada...
Nada a perder
Meu bem...não pense em voltar.
Nem pense em voltar
-Nem vem...tentando me inverter
Essa é a vida, não há o que escolher
Não pense em voltar
Nem pense em voltar"
(Isso é o que dizem)
Então venha até aqui
E diz pra mim no que você acredita
Cortem o som."-Calem-se todos!"
Eu quero ouvir o que ela tem a dizer
"No que você acredita?"
Meus olhos doem tanto
Acidentes que o tempo viu
Se você quer que eu fique
Não comece logo do fim
Antes do que quer que fosse
Eu não tenho mais segredos pra contar
Seus ossos estão quebrados
E seu olhar vem vazio
Você tem sua guerra interna
Sem pólvora, nem pavio
E antes que termine a noite
Eu não quero me ferir mais
"-Meu bem...você tem que entender
Eu tenho o sol que não vai te aquecer
Meu bem...não pense em voltar
Nem pense em voltar
-Não sei...o sangue corre por dentro
E ele vem fazendo um estrago tremendo
Não pense em voltar
Nem pense em voltar"
(Isso é o que dizem)
Então venha aqui
E diz pra mim no que você acredita
Cortem o som."-Calem-se todos!"
Eu quero ouvir o que ela tem a dizer
"No que você acredita?"
Você pode dizer
No que você acredita?"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 28 de maio de 2011.
