terça-feira, 21 de dezembro de 2010

NUMA RUA SEM SAÍDA


NUMA RUA SEM SAÍDA


INTRO - A D A D



ESTROFE


A G
"Boca deserta entre tijolos
D A
Construídos ao redor do coração
A G
Poeira de pele no meu sonho
F#m E
E atalhos de uma falha visão
A G
Outro tiroteio de olhares
D A
E a munição que vem do pensamento
A G
O dia que acorda tarde
F#m E
Tão tarde, sem efeito

REFRÃO


A
E logo eu vou cantar
D
Numa rua sem saída
A
A voz que vem mostrar
D
O que a alma despista


PONTE 1

E F#m
Eu não vou voltar
G D
Antes que a noite me veja
E F#m G D
Tudo deve melhorar numa próxima estação

ESTROFE

Um passo de cada vez
Quando ninguém está mais em pé
O silêncio que às vezes vem
De um barulho que eu não sei o que é
A distância que, por hora, marca
Desenha imagens sem sentido algum
Atravesso a tristeza sensata
Pelas ruas que me trazem luz

REFRÃO

E logo eu vou cantar
Numa rua sem saída
A voz que vem mostrar
O que a alma despista

E logo eu vou cantar
Numa rua sem saída
A noite que vem despistar
O que o tempo não ensina"



Fúlvio Ferrer / Guilherme Cunha



São Paulo, 28 de julho de 2008.

sábado, 18 de dezembro de 2010

CHUVA QUE NINGUÉM VÊ




"Eu já estou acordado
Pra te levar um pouco de noite entorpecente
Livre-se de todos os segredos
Eu tenho um plano guardado no fundo da minha mente

Um pequeno pedaço bem abaixo do céu
Alinhe sua boca nas dobras do lençol

Mais rápido, baby
Vamos rápido, baby

Eu tenho um buraco
Cravado bem na essência da minha alma
E nas pontas da memória
Eu procuro, e procuro, e procuro a fala

Viemos pausar o tempo
Deixe-me roubar seus sentimentos mais intensos
Há algo escondido em mim, nas profundezas
Que costumava ser melhor, de um jeito

Vamos seguir a rota de fuga sem palavras
Vamos saltar sobre estas pedras espalhadas

Faça um movimento
Rápido! Rápido!
Rápido! Rápido, baby!

Só um duelo na linha da pele acima da sua cintura
O coração gelado que se afoga no limite desta pintura
Peguei meus olhos de neon antes de derreter
Pelas estrelas e atmosfera
E ver você desaparecer
Pala noite entorpecente

Rápido! Rápido!

Dê um passo além, dê um passo além
No meio desta chuva que ninguém vê
Dê um passo além, dê um passo além
No meio desta chuva que ninguém vê"

Fúlvio Ferrer

São Paulo, 7 de janeiro de 2009.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

NÃO HÁ MAIS ROCK 'N' ROLL



NÃO HÁ MAIS ROCK 'N' ROLLRemover formatação da seleção



"Procuro uma salvação pra minha alma
Procuro o caminho suave de casa
Procuro pela chave que eu joguei fora

Hoje...não há mais rock 'n' roll

Um, dois, três, numa contagem insinuante
No limite da noite, há luz num relance
Procuro a realidade que vem por instantes

Hoje...não há mais rock 'n' roll
O show terminou sem rock 'n' roll

Mais nada
Como um filho que fala
Preso em palavras
Que não quer cantar

Mais nada
Não sobrou intenção
O som do coração
Não sai nesta canção

O mundo me entrega sem sensação
Procuro por um pai e toda minha intenção
Sei, tanto sei, que não há como voltar
Procuro por um mundo que vem da minha criação

Hoje...não há mais rock 'n' roll
O show terminou sem rock 'n' roll.

Fúlvio Ferrer

São Paulo, 11 de fevereiro de 2006.


sábado, 20 de março de 2010

GOLPE BAIXO





"Vou em direção a luz solar
Abrindo os braços contra o céu
Tudo isso e nada mais
Até ter tudo que nunca foi meu


Que dia! Mas que dia...
O tapa vem do inimigo disfarçado
O inimigo que finge estar ao seu lado


Você não pode ser outra pessoa
Eu me sinto cortado ao meio
Nas reservas que sobraram da energia
Eu procuro o centro


Todo dia é um dia
E o inimigo finge estar ao seu lado
Te "protegendo" com um golpe baixo


Palmas para as boas novas
Palmas para o seu querer
Palmas para o Ás de Espadas
Palmas sem entender
Palmas para a Dama de Copas
É desse jeito que vai ser


Tudo se resume, então
Suas conquistas serão roubadas em vão
Desça deste glorioso pedestal
Minha consequência não vem por mal


Defesa de reflexo
Silêncio de protesto
Minha contagem é regressiva
E eu conto bem quieto


Todo dia é menos um dia
Para o inimigo não estar por perto
Longe demais do que deveria ser o correto


Palmas para as boas novas
Palmas para o seu querer
Palmas para o Ás de Espadas
Palmas sem entender
Palmas para a Dama de Copas
É desse jeito que vai ser


Tudo se resume, então
Suas conquistas serão roubadas em vão
Desça deste glorioso pedestal
Minha consequência não vem por mal


Palmas para a Canastra Real
Palmas para o falso líder
Palmas para o pedestal
Palmas para te entreter
Palmas para "o que não vem por mal"
É desse jeito que vai ser


Tudo se resume, então
Suas conquistas serão roubadas em vão
Desça deste glorioso pedestal
Minha consequência não vem por mal


Seu Cristo nunca viu
O que você é (eu tenho uma confissão)
Seu Cristo nunca viu
O que você é
Seu Cristo nunca viu
Seu Cristo nunca viu
Seu Cristo nunca viu"


Fúlvio Ferrer


São Paulo, 19 de março de 2010