sábado, 18 de dezembro de 2010

CHUVA QUE NINGUÉM VÊ




"Eu já estou acordado
Pra te levar um pouco de noite entorpecente
Livre-se de todos os segredos
Eu tenho um plano guardado no fundo da minha mente

Um pequeno pedaço bem abaixo do céu
Alinhe sua boca nas dobras do lençol

Mais rápido, baby
Vamos rápido, baby

Eu tenho um buraco
Cravado bem na essência da minha alma
E nas pontas da memória
Eu procuro, e procuro, e procuro a fala

Viemos pausar o tempo
Deixe-me roubar seus sentimentos mais intensos
Há algo escondido em mim, nas profundezas
Que costumava ser melhor, de um jeito

Vamos seguir a rota de fuga sem palavras
Vamos saltar sobre estas pedras espalhadas

Faça um movimento
Rápido! Rápido!
Rápido! Rápido, baby!

Só um duelo na linha da pele acima da sua cintura
O coração gelado que se afoga no limite desta pintura
Peguei meus olhos de neon antes de derreter
Pelas estrelas e atmosfera
E ver você desaparecer
Pala noite entorpecente

Rápido! Rápido!

Dê um passo além, dê um passo além
No meio desta chuva que ninguém vê
Dê um passo além, dê um passo além
No meio desta chuva que ninguém vê"

Fúlvio Ferrer

São Paulo, 7 de janeiro de 2009.

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