quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

ARGILA

ARGILA


"Nas águas rasas
No chão de argila
Eu espalho a lama na areia santa
Num conto em vida

Eu não carrego dores
Mas cicatrizes
Um combo agridoce 
Que no infinito, vive
A sede da vontade
Morreu na sede
A toda velocidade
Como entorpecente

Desça no porão do rock'n'roll
Venha comigo, antes do sol
São só escolhas
Espalhe pelo rosto a juventude
Mergulhe no silêncio da solitude
Eu tenho provas

Eu tenho provas

Nas águas turvas
O próprio caos
Eu isolo a cena num só poema
"Maça & Sal"

Até chacoalha 
A sobra do coração
Maça no ar 
Sal na palma da mão
Flores de luz 
Segredos do mar
Meu gosto agridoce 
Perdido no ar

Espalhe argila no seu rosto
Na sua alma o no seu corpo
São só escolhas
Espalhe pelo rosto a juventude
Mergulhe no silêncio da solitude
Eu tenho provas

Eu tenho provas"

Fúlvio Ferrer

São Paulo, 20 de janeiro de 2024.