domingo, 28 de abril de 2024

METADE

 


"Sou
A metade perdida
O brilho no meio do nada
Mantido em vida

Não olho pra baixo na queda
A gravidade se encarrega

A metade que voou
Paleta cheia de cor
Na loucura do som
Num frasco fechado de dor

A noite morre no completo silêncio
E ela revive cedo
Só eu vejo

O tempo na máxima velocidade
Nada me detém esta noite
A vida não é pela metade
E a outra metade começa hoje

Três horas
O sono em conflito
A escuridão em mistérios
Ou somente um abrigo

A prisão que se faz necessária
Que liberta os sonhos na calada

Pegue suas cartas
Esconda os sinais
Frieza no olhar
No seu par de Ás

O jogo é seu do princípio ao fim
Tão perto do fim
Meu 'all in'

O tempo na máxima velocidade
Nada me detém esta noite
A vida não é pela metade
E a outra metade começa hoje

Metade da vida"

Fúlvio Ferrer

São Paulo, 24 de abril de 2024











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