INESPERADAMENTE
"Vamos lá
Entregar o que é de valor
Juntar tudo que restou
Eu vou
E não quero mais olhar
Anjos impedidos de voar
E não quero mais olhar
Anjos impedidos de voar
Sozinho
Há tanto lugar para ir
Esperando o futuro existir
Aflito
Eu nem consigo sair daqui
Partido em pedaços
Num espaço tão vasto
Num espaço tão vasto
Sem mais nada a ouvir
Eu estou aqui
Enjaulado na própria mente
Inesperadamente
Vamos lá
Implodir o mais puro instinto
´Seja rápido´, disse o sábio, ´não seja visto´
Enjaulado na própria mente
Inesperadamente
Vamos lá
Implodir o mais puro instinto
´Seja rápido´, disse o sábio, ´não seja visto´
Eu vou
Contar mentiras que você vê verdades
Ou posso te contar o poder do ´foda-se´
A voz
Nunca será calada
Nem quando ela não fala
O som
Já pausado
Contar mentiras que você vê verdades
Ou posso te contar o poder do ´foda-se´
A voz
Nunca será calada
Nem quando ela não fala
O som
Já pausado
Enquanto carrega o fardo
Em versos de amor
Seja contra ou a favor
Em versos de amor
Seja contra ou a favor
Mas sempre lado a lado
Eu estou aqui
Enjaulado na própria mente
Inesperadamente
Procuro o momento
Não há sofrimento
Trapaça do tempo que
Eu mesmo invento
Eu estou aqui
Enjaulado na própria mente
Inesperadamente
Aqui
Enquanto te vejo na lente
Eu tenho o feitiço perfeito
A sobra de um sentimento
Perdido na mente
Eu estou aqui
Enjaulado na própria mente
Inesperadamente
Procuro o momento
Não há sofrimento
Trapaça do tempo que
Eu mesmo invento
Eu estou aqui
Enjaulado na própria mente
Inesperadamente
Aqui
Enquanto te vejo na lente
Eu tenho o feitiço perfeito
A sobra de um sentimento
Perdido na mente
Inesperadamente"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 13 de janeiro de 2024.
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 13 de janeiro de 2024.


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