"Ela chora todo domingo à noite
Quando seus sonhos caem em terra firme
Cada lágrima é uma difícil partida
De dentro da sua fortaleza
Hoje ela mal sabe o próprio nome
O navio partiu enquanto ela somente sofre
O tempo de quase toda uma vida
Mergulhado na profunda tristeza
E inunda todo o seu mundo
Inunda todo seu pequeno absurdo
De fé no som do amor
Ela vai conforme a correnteza
Navegando no seu mar de riquezas
Boiando, conforme ela mesma
Pra longe de qualquer certeza
"Me salve!"
"Me salve!"
Essas são as suas palavras
Presas na própria inconsciência
E inunda todo o seu mundo
Inunda todo seu pequeno absurdo
De fé no som do amor
Sangue frio por dentro das veias
Espalhado sobre a mesa
O silêncio é a única certeza
De que ela vai cuidar
O céu limpo após a tempestade
A cura em forma de verdade
O grito vindo da vontade
O amor no seu melhor lugar
E inunda todo o seu mundo
Inunda todo seu pequeno absurdo
De fé no som do amor
Fúlvio Ferrer
Mairinque, 18 de outubro de 2025.


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