
"Frio, chuva, sol, calor
Conspirando pela dor
Eu construí um muro sobre a alma
E o que eu construí, acabou de desabar
Chuva suja, frio na areia e pedras
Toda minha defesa caiu por terra
Com todas as pessoas olhando em volta
Sobre as portas trancadas
O chão transborda em água
Eu sou como um combustível
Que explode
E você, uma vela sobre um castiçal
Que derrete
Luzes na rua, uma flecha vermelha
Misturando cores, quebrando a noite
O meu espaço é muito pequeno
Na temperatura que me move
Oh! Diga pra mim
Olhe e dance comigo
Pela noite inteira
Diga que o espaço é ilusão
E que o sol está por trás da névoa
Música lenta me rouba sentidos
E só me resta escutar
O som que virá de tudo isso"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 7 de abril de 2007.

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