"Continue perfilando segredos
Até onde não consiga mais sabê-los
Um mergulho chamado desejo
A adrenalina que camufla o medo
Até onde não consiga mais sabê-los
Um mergulho chamado desejo
A adrenalina que camufla o medo
O tempo não estará aí pra curar
Ele vem duelar com a sua coragem
Um desafio que não dá pra evitar
Um sonho que virou realidade?
A queda impiedosa
De uma altura estrondosa
Segure-se no que for capaz...
Não prenda a respiração
Deixe o vento te lamber no ar
Aprecie sem moderação
Enquanto a gravidade não vir te cobrar
Sem contar a porra da solidão
Essa vem quando puder coroar
O sangue seco em ebulição
Nesse voo sem nenhuma volta
Nem tente acelerar a queda
Enquanto fica mais longe do próprio lar
Nem tente acelerar a queda
O tempo não dá pra manipular...
Quando estiver em pedaços no chão
Lembre-se do que você foi descartar
O quebra cabeça que você inventou
Uma imagem que não precisa de palavras"
Fúlvio Ferrer
São Paulo, 20 de abril de 2026.
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